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Corrida matinal

06/09/2026, 09:31:30

Distância

21.16 km

Tempo

1h50m

Pace médio

5:13 /km

Elevação

238 m↑

Categoria

Meia Maratona

Splits por km

KmPaceFCElev.
15:26136-5m
24:57162-65m
34:54168-21m
44:42161-28m
54:59156-53m
65:03164-5m
75:01167-20m
85:09170-5m
95:23176+24m
105:19178+22m
115:05178-7m
124:56173-44m
135:27175+22m
145:12181+11m
155:12183+7m
165:30182+22m
175:31178+21m
185:01180-14m
195:30181+12m
205:44180+24m
215:29180+6m
226:09180+4m

Análise Canova

Treino planejado (Treinus)

Tipo de sessãoCorrida de Prova (Meia Maratona)
Regular
Esta sessão é a própria prova de meia maratona realizada em 06/09/2026, com pace médio de 5:13/km — 13 segundos acima do alvo de 5:00/km. O perfil dos splits revela uma corrida iniciada em ritmo conservador, com aceleração nos primeiros 12 km, seguida de desaceleração progressiva e clara nos últimos 8 km, caracterizando um padrão regressivo indesejado em prova. A amplitude de 1:27/km entre o split mais rápido (4:42) e o mais lento (6:09) indica dificuldade de manter o ritmo alvo de forma sustentada.
  • O atleta completou os 21,1 km com um volume significativo para seu contexto semanal de apenas 34 km, demonstrando capacidade de absorver o esforço de prova.
  • Os splits centrais (km 2 a 8) mostram momentos de ritmo abaixo ou próximo do alvo (4:42–5:09/km), indicando que o atleta possui capacidade física para sustentar o pace alvo em trechos isolados.
  • Padrão regressivo claro: o atleta desacelerou progressivamente a partir do km 9, com FC elevada (176–183 bpm) e paces crescentes, sugerindo saída forte demais nos primeiros quilômetros descendentes e depleção de reservas na segunda metade.
  • A influência do relevo é relevante — os splits mais rápidos (km 2 a 5) coincidem com desníveis negativos fortes (-65m, -21m, -28m), inflando artificialmente o ritmo percebido e contribuindo para o esgotamento posterior.
  • Volume semanal de apenas 34 km é muito baixo para uma meia maratona competitiva na metodologia Canova, que recomenda base aeróbia robusta; isso provavelmente limitou a resistência ao ritmo alvo na segunda metade.

Metodologia Canova

Por se tratar da própria corrida de prova, o alinhamento com Canova é avaliado pela qualidade da execução e da preparação. Canova enfatiza que o ritmo de prova deve ser sustentado de forma uniforme ou ligeiramente negativa (acelerar no final). Os splits evidenciam o oposto: uma saída favorecida pelo declive inicial (km 2–5 com paces de 4:42–4:59/km e desníveis de -65m a -28m), seguida de estabilização com FC crescente (km 6–12) e colapso de ritmo na segunda metade (km 13–22 com paces entre 5:12 e 6:09/km e FC estagnada em 180–183 bpm). Isso é exatamente o que Canova chama de erro de gestão de prova — o atleta 'gastou' energia nas descidas em vez de deixá-las como bônus. Além disso, o volume semanal de 34 km representa uma base crônica insuficiente para a metodologia Canova, que prescreve volumes muito maiores para sustentar a intensidade de prova ao longo de 21 km.

Próximo treino

No próximo ciclo, priorizar a construção de base aeróbia com aumento gradual do volume semanal (meta de 50–60 km/semana em 8–12 semanas). Incluir rodagens moderadas (steady state) e longões de 18–22 km para desenvolver resistência específica ao ritmo de meia maratona. Treinar a gestão de ritmo em terreno com desnível, aprendendo a controlar o esforço nas descidas em vez de acelerar nelas. Antes da próxima prova, realizar simulados de 10–15 km em pace alvo em terreno plano para calibrar a percepção de esforço.

Analisado em 06 de set. de 2026